Portugal, Hamburgo e o mundo de língua alemã
durante a expansão ultramarina europeia
(sécs. XVI a XVIII)

18 a 20 de Junho de 2009

O Colóquio decorre:
  • a 18 de Junho em Warburg-Haus
  • a 19 e 20 de Junho em : Staats- u. Universitätsbibliothek


  • Presentemente, no contexto das ciências sociais e humanas, particularmente da História e da História da Arte, tem havido um interesse crescente pelo estudo das relações estabelecidas entre diferentes espaços geográficos e a forma como as várias dinâmicas envolvidas foram desenvolvidas. Em causa estão, sobretudo, as relações de natureza política, económica, social, artística e literária, e a percepção dos conteúdos das mesmas. Mas para uma análise que se pretende abrangente e, logo, multifacetada, entram igualmente em consideração as causas que as determinaram e a tentativa de entendimento do meio processual de acordo com o qual foram forjadas e mantidas.

    Com este colóquio procuramos ir ao encontro de um debate trans e inter-disciplinar, por forma a analisar, aprofundar e trocar pontos de vista sobre as relações entre Portugal, Hamburgo e o mundo germanófilo durante a Idade Moderna (séculos XVI-XVIII). Trata-se de abordar um campo de estudo particularmente profícuo, tanto do ponto de vista do material historiográfico já produzido, como das linhas de investigação que urge aprofundar e, nalguns casos, abrir ou rever.

    Abarcando uma geografia vasta, já que não se confina apenas ao continente europeu, cobrindo também o espaço ultramarino (América e Ásia), importa discutir as relações e redes diplomáticas, clientelares, económicas, culturais e de mecenato então forjadas, e as respectivas adaptações e impactos daí decorrentes. Num período marcado por um dinamismo de circulação de pessoas, ideias, produtos e bens, pela primeira vez a uma escala planetária, o conhecimento das relações luso-germânicas passará necessariamente pela leitura deste tema numa escala simultaneamente macro e microscópica. Esta abordagem, por via de estudiosos de uma e de outra língua, permitirá por certo abrir linhas de investigação futuras.
    Alexandra Curvelo
    Centro de História de Além-Mar